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Sesc marca presença na Mostra de Cinema de Tiradentes

De 19 a 27/01 haverá shows, rodas de conversa, intervenções e muito mais! 
Publicado em 11/01/2018 às 10:46Atualizado em 24/01/2018 às 09:22

Ana Paula Rachid

Para a festa do cinema, o Sesc, integrado ao Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, convida a música, o teatro e as tradições populares. Tudo isso com o objetivo de experimentar o poder transformador da cultura. Mais uma vez, a instituição está como parceiro cultural da programação da Mostra de Cinema de Tiradentes, que neste ano está em sua 21ª edição. De 19 a 27 de janeiro de 2018, o Sesc apresentará uma série de atividades que vão além da exibição de filmes, como rodas de conversa, apresentações musicais no Cine Sesc Lounge, apresentações de cultura popular e de artes cênicas, intervenções artísticas, performances audiovisuais e exibições de videoarte. A participação em todas as atividades é gratuita. Junte-se a nós nas redes sociais! #SescnaMostraTiradentes

Considerada umas das maiores manifestações do cinema brasileiro em formação, reflexão, exibição, difusão e plataforma de lançamento de produção cinematográfica independente, a Mostra de Cinema de Tiradentes tornou-se referência no segmento audiovisual. Estar inserido na programação é uma oportunidade de intensificar o protagonismo na oferta de ações culturais, além de afirmar a missão do Sesc no cenário cultural de Minas Gerais, promovendo e fomentando manifestações artístico-culturais, enfatizando processos de criação e experimentação, além de manter o diálogo permanente com os diversos públicos.

“Por meio da ação cultural acreditamos ser possível constituir uma forma de expansão de conhecimentos, práticas simbólicas e estéticas, de inclusão e integração social, de exercício de cidadania e de geração de renda e atividades econômicas. Nessa parceria, oferecemos uma programação artística qualificada e robusta, que se integra à excepcional programação da Mostra, oferecendo uma experiência diferenciada e o estímulo à reflexão não só para os participantes do evento, mas também para os cidadãos de Tiradentes e região”, afirma a Gerente Geral de Cultura do Sesc em Minas, Eliane Parreiras.

E uma novidade vem por aí: com o objetivo de fortalecer a parceria entre o Sesc e a Mostra de Cinema de Tiradentes, um recorte dos filmes do evento serão exibidos no Cine Sesc Palladium. A previsão é que seja realizado no primeiro semestre de 2018, e esse desdobramento é uma forma de ampliar a exibição e promover o acesso aos filmes que integraram a programação.

A PROGRAMAÇÃO

MÚSICA

PEDRO MORAIS

Cantor, compositor e instrumentista, Pedro Morais representa a cena contemporânea autoral de Minas Gerais. O artista conta com três discos lançados, sendo o primeiro, de 2006, produzido por Luiz Brasil e Flávio Henrique, de título homônimo, o segundo intitulado Sob o Sol, produção do renomado Chico Neves (O Rappa, Los Hermanos, Paralamas) e o terceiro, Vertigem,  produzido por Gustavo Ruiz (Tulipa Ruiz, Vanessa da Mata). Ao longo desses anos, dividiu o palco com artistas como Paulinho Moska, Curumim, Max de Castro, Otto, Toninho Horta, Vander Lee, Jorge Vercilo, Beto Guedes, Ângela RoRô, Marina Machado, Ná Ozzeti e Tiê. Também faz parte do Quarteto Cobra Coral, grupo composto por mais três artistas mineiros: Flávio Henrique, Kadu Viana e Mariana Nunes. Pedro Morais estreou no final de 2017 o show Poema Noturno, onde canta poemas de Carlos Drummond de Andrade. Para a Mostra de Cinema de Tiradentes, Pedro Morais traz uma performance musical, em formato duo, em que propõe novas experimentações sob seu repertório  - num diálogo entre sua sonoridade e projeções de imagens realizadas por um VJ.

CABEZAS FLUTUANTES
A banda surgiu em 2011 com a proposta de escoar as experimentações musicais realizadas pela artista audiovisual Carou Araújo. O grupo utiliza instrumentos caseiros ou pouco usuais. Além dos sintetizadores e do theremin de luz, está presente nas experiências musicais do coletivo coisas como sons de apontadores de lápis e improvisos com bico de pato e sininhos. Interferências sônicas das mais diversas unidas a instrumentos como violão, baixo, guitarra elétrica, trombone, trompete, ukulelê, entre outros, colaboram na montagem da identidade estética da banda mineira.

CINEMA NA MÚSICA DE SÉRGIO RICARDO
Compositor e cineasta, Sérgio Ricardo compôs inúmeras canções e trilhas sonoras, como a do clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol, filme de Glauber Rocha. Bom contador de histórias e premiado internacionalmente, realizou três longas metragens. Em seus filmes, a música assume um papel potencialmente narrativo, criando uma linha de envolvimento entre os personagens, a história e o público. Sérgio apresentará o espetáculo Cinema na Música – show-visual que comemora seus 85 anos. Dirigido por Marina Lutfi, sua filha – designer e cantora –, que também estará presente no palco, o show apresenta as principais criações de Sérgio para o cinema.

CANTAVENTO
O grupo é formado por músicos e educadores interessados na aproximação e no diálogo com o universo musical infantil brasileiro. Suas apresentações misturam música à expressão corporal, à poesia, a elementos do teatro de rua e são um convite para a família toda se divertir e emocionar. São sons carinhosos e alegres, que desejam esticar nosso olhar poético para o mundo e transformar o palco num lugar de brincadeira.

D. JANDIRA
Aos 80 anos, Dona Jandira impressiona a todos quando sobe ao palco e canta com sua voz singular e impregnada de emoção. Iniciou sua carreira tardiamente há 12 anos, tendo gravado o CD Dona Jandira, em 2008, e o DVD Dona Jandira ao Vivo, em 2011, realizando inúmeras apresentações com sua banda por todo país e exterior.

COLETIVO NEGRAS AUTORAS
Coletivo de artistas negras que possuem uma potente atuação na cena teatral e musical de Belo Horizonte. Representam o Brasil contemporâneo com toda sua força ancestral e criativa – um grupo de mulheres negras, multiartistas que encontram na arte a forma de relacionar com o mundo. Refletem as relações temporais e atemporais entre o universo da mulher negra e o que a rodeia na contemporaneidade.

NINA BECKER
Cantora e compositora. Iniciou sua carreira como cantora na Orquestra Imperial, quando ainda trabalhava como diretora de arte de filmes. Foi premiada em 2009 pelo prêmio APCA, como melhor cantora. Em 2010, lançou os álbuns Vermelho e Azul. Em 2014, lançou Minha Dolores, em homenagem a Dolores Duran. Mais recentemente, lançou Acrílico (2017), com composições inspiradas na bossa nova.

FELIPE CORDEIRO
Representante da música contemporânea no Brasil, é conhecido por fazer uma narrativa musical que mistura a tropicalidade latino-americana e a música pop brasileira. Assina um estilo particular no qual se conectam guitarra, beats e letras de canções. A sonoridade com vigor rítmico, definida como Pop Tropical, traz referências do rock, jovem guarda, guitarrada, vanguarda paulista, carimbó, cumbia e música digital. Num show pulsante, apresenta um repertório cheio de lirismo, balanço e originalidade.

SÉRGIO PERERÊ COM BARULHISTA E RICHARD NEVES
Músico, cantor, compositor e multi-instrumentista, Sérgio Pererê é um intérprete de timbre peculiar, melódico e potente. De djembé a guitarra, de charango a rabeca, o seu domínio de diversos instrumentos o faz figurar entre os grandes instrumentistas da cidade, com destaque para o trabalho como percussionista. Soma-se a isso o compositor profundo - mas que não se perde em hermetismos - cujas composições já foram gravadas por nomes como Ceumar, Titane, Eliana Printes, Fabiana Cozza e Maurício Tizumba, além de ser cantado por nomes como João Bosco, Milton Nascimento e Chico César. Nesta apresentação, Sérgio Pererê revisita sua obra, sobretudo as canções que privilegiam o encontro das sonoridades afro e latino-americanas. A apresentação conta com Pererê nos vocais, violão e charango, Richard Neves nos teclados e Barulhista nas percussões e eletrônicos.

TRIVIAL TRIO
O grupo reúne três jovens instrumentistas de Belo Horizonte que representam uma bela realidade da música brasileira atual. Percebe-se claramente o vigor de uma geração de músicos que se despontam como excelentes profissionais e virtuosos pesquisadores dessa arte. O repertório do Trivial passeia por clássicos da música brasileira, composições próprias, e busca valorizar a atual cena autoral de Minas Gerais, com composições de Toninho Horta, Rafael Martini e Thiago Delegado. São referências para o trabalho os principais grupos instrumentais da cena brasileira, como o Nosso Trio e o Trio Corrente.

INTERVENÇÃO ARTÍSTICA

CIA. DO LIQUIDIFICADOR
Criada em 2013, a Cia. do Liquidificador usufrui de todas as possibilidades cênicas em suas atividades, como circo, teatro, clown, mímica, dança, teatro de animação e música. Como fio condutor da pesquisa, o grupo propõe o estudo de questões contemporâneas, contrapondo com histórias de tradição oral e clássicos da literatura, como forma de debater a evolução da humanidade, a transformação social e a metamorfose da própria arte.

SUAVECICLO
Suaveciclo é uma performance que utiliza triciclos audiovisuais adaptados com projetor, computador, caixas de som e baterias. Eles são usados como suporte para que personagens ganhem vida e percorram o espaço aberto, iluminando as paredes em grande escala. As projeções iluminam paredes, árvores, calçadas e todo espaço urbano, propondo a interatividade das animações com o público. Através do vídeo manipulado em tempo real, VJ Suave leva a arte itinerante para todos os públicos, criando momentos únicos entre a cidade e o espectador.
O projeto já participou de diferentes festivais ao redor do mundo. Uma das performances se desdobrará por meio da oficina TAGTOOL, em que permite a interação com o público em desenhos feitos e projetados na hora.

VJ’S

VJ SUAVE

VJ Suave é um duo de artistas audiovisuais formado por Ceci Soloaga e Ygor Marotta, residentes em São Paulo que trabalham juntos desde 2009. Especialistas em arte digital, VJ Suave trabalha animação quadro a quadro projetada na superfície urbana, misturando tecnologia com street art. Com suas obras, o duo propõe um momento único de conexão entre o espectador e a cidade, misturando história animada com vida real. As animações projetadas em movimento fazem a narrativa ganhar vida. A animação é desenvolvida a partir de desenhos feitos a mão e projetados de acordo com a arquitetura do espaço, iluminando paredes, árvores, prédios e diferentes superfícies da cidade.

VJS BRAYHAN HAWRYLISZYN E FABIANO FONSECA (MIR)
Brayhan Hawryliszyn e Fabiano Fonseca são designers multimídia, conheceram-se na universidade e, juntos, já participaram de diversos projetos audiovisuais pelo Brasil. Atualmente, desenvolvem parcerias por meio do MIR - Estúdio de Tecnologia Criativa.

Brayhan é belo-horizontino e começou sua carreira promovendo e produzindo festas de músicas eletrônica no final dos anos 1990. Profissional do design gráfico, produziu inúmeros projetos de identidade visual para a área cultural e festivais como FAD, Savassi Festival e Eletronika. A paixão pela imagem em movimento e o som acabaram levando seu trabalho para o campo multidisciplinar e desde 2007 desenvolve vídeos-cenários, vídeo e led mapping, instalações multimídia e apresentações como VJ.

Fabiano Fonseca é músico, performer e designer gráfico. Seu trabalho está focado na pesquisa entre o corpo, o som e a tecnologia. Atua no campo do audiovisual desde 2006, quando fundou o Andar Estúdio. Anos se passaram em turnês, estudos, viagens, residências artísticas e colaboração com diversos artistas.

VIDEO ARTE

OLHO é um projeto curatorial que utiliza o filme, seus suportes e dispositivos como meio para pensar sobre a obra de arte. Fundado em 2015 por Alessandra Bergamaschi e Vanina Saracino, se tornou uma plataforma aberta para explorar a discussão das possibilidades da imagem em movimento na arte. O projeto conta com itinerâncias na Cinemateca do Mam, RJ; na Cinemateca Brasileira, SP; no Teatrino de Palazzo Grassi, Veneza e no Cine-104, Belo Horizonte.

OLHO _ Binaural
Vídeos selecionados para a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
 
Respondendo ao ‘chamado realista’, tema da 21ª Mostra de Cinema, as obras selecionadas tensionam o realismo fotográfico do meio através da ênfase dada ao registro sonoro. Em todos os casos o resultado é rítmico, hipnótico e musical, mesmo que de formas conceitualmente e plasticamente muito distintas.

Programação
 
Cão Guimarães

Concerto para Clorofila
Filme 16 mm convertido em vídeo digital HD, 7'25'', 2005

Direção e Fotografia: Cao Guimarães
Trilha Sonora Original: O Grivo e Cao Guimarães
Edição: Cao Guimarães e Marcelo Gomes
Produção: Cinco em Ponto

Conjunção de luz e sombra, formas, cores e texturas que denunciam a interrelação necessária de tudo que é vivo e vibra.

Yuri Firmeza
Nada é 
Vídeo digital HD, 32', 2014
 
Em Aqui Nada É, tudo foi ou será.
  
Luiz Roque
S

Vídeo Digital HD, 5’, 2017

S é adaptação livre do texto “Rumo a uma redistribuição desobediente de gênero e anticolonial da violência!”, de Jota Mombaça. No filme, Roque trabalha a partir da comunicação não verbal - dança e movimentos coreografados - em uma linguagem corporal que mistura os estilos musicais break e vogue, ambos com raízes na cultura negra, relacionados a grupos sociais distanciados do mainstream, porém dissonantes entre si.
 
Tanya Busse
Robo She
Vídeo digital HD, 10'05, 2015

ROBO SHE é um trabalho em vídeo que nos conduz através do funcionamento interno da planta de separação de materiais de Bjørnevatn da Noruega ártica, um espaço para a veneração de verbos de ação: rodar, moer, peneirar, misturar, penetrar. O equipamento tem uma semelhança inquietante com as partes do corpo: uma massa de bobinas e de cabos atados em um grande nó flutuam suspensos no meio de uma sala, lembrando um aparato cardíaco humano, enquanto os pulmões do separador de ferro inspiram e expiram. Outra tomada mostra uma máquina para lavar os materiais - uma roda escura e enorme domina o quadro, como um olho preto empoeirado. O desejo irônico de ver algo humano em tudo isso ressalta a desumanidade desses ambientes artificiais, que, tendo movimentos e ritmos próprios, parecem ganhar autonomia.
 
Mika Taanila
Optical Sound
Filme 35 mm convertido em vídeo digital HD,
 
6',
 
2005

Vivemos em uma realidade sobrecarregada de tecnologia. No filme, ferramentas de escritório obsoletas transformam-se em instrumentos musicais do futuro. O filme é baseado na Symphony # 2 for Dot Matrix Printers for [The User]. Usando imagens noturnas em stop motion, câmeras de vigilância em miniatura e fotocopiando a partitura diretamente em celuloide transparente, Optical Sound explora a estética sonora e visual do barulho das impressoras. A música foi feita usando apenas sons de impressoras matriciais; sem sampling, sem outras fontes sonoras e com um processamento eletrônico mínimo.
 
Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander
Quarta-Feira de Cinzas
vídeo digital, 6', 2006

Após o carnaval, no ocaso melancólico de uma Quarta-Feira de Cinzas, as formigas começam sua festa profana, multicolorida, ao ritmo de samba em caixa de fósforo.

Reynold Reynolds
Six Easy Pieces
Filme 16 mm convertido em vídeo digital HD e fotos still, 7’, 2010
Six Easy Pieces é a última parte da Trilogia Secrets, um ciclo de três partes que explora as condições imperceptíveis que emolduram a vida. O trabalho é baseado no livro Six Easy Pieces: Essentials of Physics Explained by Its Most Brilliant Teacher de Richard P. Feynman. O seu conteúdo fala sobre a especificidade do meio - apresentando imagens de medição do tempo, da luz, da mecanização da forma humana, e até mesmo referências diretas a Duchamp e Muybridge e seus respectivos estudos sobre o movimento. "O filme é a Sétima Arte, uma excelente conciliação dos Ritmos do Espaço (as Artes Plásticas) e dos Ritmos do Tempo (música, poesia e dança), uma síntese das artes antigas: arquitetura, escultura, pintura, música, poesia e dança. " Ricciotto Canudo.

Regina Parra
Capitão do Mato
2016, Vídeo digital, 5'

O vídeo “Capitão do Mato” tem o título tomado do pássaro que habita muitas das florestas da América Latina e que no passado ganhou tal alcunha por anunciar, com seu canto agudo, qualquer movimentação estranha na mata, delatando escravos fugitivos que nela se embrenhavam e se escondiam. Em paisagem tão exuberante quanto claustrofóbica, a artista faz confluir canto de pássaro e som saído da boca de homem, em rememoração encenada dessa improvável e mortífera aliança.

Júlio Cavani
História Natural
2014, 11 minutos, DCP

A travessia de um personagem em uma floresta torna-se uma jornada através das tensas relações entre plantas, bichos e homens. A trilha sonora, realizada por Henrique Vaz e Marcelo Campello e inspirada por suas pesquisas nas bandas Bestiarum, Uiu, Pooru e Embuás, busca sugerir uma tensão crescente, um espiral alucinatório semelhante à tontura, a um processo de desmaio ou aos efeitos de substâncias (como o clorofórmio ou o éter) quando inaladas pelo corpo, em um resultado que reforça o crescimento do caos sugerido pela narrativa. Os sons que surgem quando o personagem encontra um misterioso objeto orgânico foram elaborados junto com o artista sonoro Guga Rocha com a intenção de sugerir que há uma vida pulsante naquela estranha forma. Para alcançar essa sugestão biológica, foram pesquisados sons de líquidos de diferentes consistências, combinados com a sonoridade de um djeridoo (instrumento musical feito com um grosso caule de bambu). O cineasta paraguaio Pablo Lamar fez a captação de som direto durante as filmagens, trabalho importante por causa do ambiente imersivo da floresta de mata atlântica onde o curta foi filmado.

Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander
O inquilino
Vídeo digital HD, 10', 2010

O filme descreve a trajetória de uma bolha de sabão que examina as salas vazias de uma casa em reforma. Em suspensão permanente, sem nunca estourar, a bolha flutua de uma sala a outra, investigando cantos vazios e paredes destruídas. Todas as janelas estão fechadas, não há saída. A trilha sonora, composta pelo duo O Grivo, traz sons de casa vazia, presença humana e sintetizadores, imprimindo um aspecto psicológico à narrativa.

CORTEJO DAS ARTES

A Mostra inicia as comemorações dos 300 anos da cidade de Tiradentes com o tradicional Cortejo das Artes. Para essa edição especial, o Sesc tomou como diretriz resgatar e valorizar os artistas locais e as culturas tradicionais, sob um viés histórico, de forma a integrar moradores, turistas e convidados. Serão 14 manifestações artísticas populares como grupos de Folia de Reis, Congado, Blocos Caricatos, Circo e Dança Afro que fazem parte do passeio festivo que percorre as ruas históricas, culminando na praça principal da cidade. Neste ano, o público é convidado a participar e se divertir com as atrações:

Banda Ramalho - A Banda Orquestra Ramalho de Tiradentes foi fundada em 1860 pelos companheiros de confraria de Bernardo José Luiz Ramalho. Atualmente é responsável por manter viva a tradição e as atividades musicais em Tiradentes.
Folia de Reis - Manifestação do ciclo natalino que representa os reis Magos anunciando a chegada do Menino Deus. Folia de Reis do Bairro Tijuco de São João Del Rei.
Guarda de Congado Nossa Senhora do Rosário Tia Anastácia – Manifestação do Círculo do Rosário, para celebrar a antiga jomba (reunião de negros para festejar a Nossa Senhora do Rosário).
Reggae da Periferia - Grupo musical de percussão constituído por jovens da Periferia de São João Del Rei.
Associação Afro Brasileira Casa do Tesouro - Grupo de Danças afro brasileira formado por dançarinos e percussionistas.
Bandinha Inconfidentes - Surgiu de um grupo de músicos apaixonados por carnaval. Fundada em 2011, a banda toca marchinhas de carnaval pelas ruas da cidade de Tiradentes.
Bloco Palhaçada - Bloco carnavalesco de Tiradentes, criado pela foliã Dona Leonor, com o intuito de resgatar os antigos carnavais, quando participavam adultos jovens e crianças e visitantes da cidade.
Associação dos Blocos Carnavalescos de Tiradentes - Encontro de vários integrantes dos blocos carnavalescos de Tiradentes que desfilam pelas ruas da cidade no período do carnaval, com uma variedade de instrumentos de sopro e percussão.
Spasso Escola Popular de Circo - Fundada em 1998 por educadores, artistas e profissionais de diversas áreas, a Spasso nasceu com a vocação de se tornar um centro de referência da arte circense em Minas Gerais. Sediada em Tiradentes, a escola levará ao cortejo crianças e jovens que fizeram oficinas de circo e música.
Corte Devassa – O Bloco Corte Devassa surgiu em 2011, dentro da Fundação Clóvis Salgado (Cefar) como a temática escolhida para a recepção dos calouros daquele ano. Porém, quando o grupo começou a tocar samba e funk, surgiu a ideia de sair também às ruas no carnaval. E, assim, numa segunda-feira de 2012, 100 pessoas fantasiadas saíram para se abraçar e celebrar. O bloco transmite o movimento de luta LGBT e o desejo por um povo livre de preconceitos.
Bateria Treme Terra – Bloco carnavalesco formado por moradores de Tiradentes, que tocam instrumentos percussivos e convocam a população para a folia.
Entre & Vista – Turma do Pipoca - Fundada em 1992, a Oficina de Teatro Entre & Vista participa do cortejo com a Turma do Pipoca, fazendo encenação de seus vários personagens, acompanhando os blocos caricatos.
Palhaço Alegria - O palhaço cria uma relação de cumplicidade com sua plateia, se desafiando a cada apresentação, improvisando e decidindo o que fazer no calor da cena. Apresenta números que envolvem malabarismo, acrobacias, mágica, equilibrismo, em meio a improvisações. Esta prontidão para o jogo, tanto do artista quanto do público, é o combustível essencial neste jogo fascinante que é uma roda de palhaço.

RODAS DE CONVERSA

BATE-PAPO E SHOW COM O CINEASTA SÉRGIO RICARDO


Diretor de cinema, compositor, ator, cantor, escritor, artista plástico: são muitas as facetas de Sérgio Ricardo. No ano em que completa 85 anos, o cineasta-compositor mostra que está em plena forma e lança seu mais novo longa-metragem, Bandeira de Retalhos.

CINEMA E LITERATURA NA MULTITELA
Bate-papo com os talentosos criadores da TV Globo sobre a série Carcereiros, adaptação literária do livro Carcereiros de Drauzio Varella. A série que teve sua primeira estreia no Globo Play, plataforma de vídeo sob demanda e prepara agora a sua estreia da 1ª temporada na TV Aberta. Como se deu o diálogo entre cinema e literatura? Como foi a experiência do trabalho pensando no mundo multitelas? Quais os resultados e planos futuros? Serão convidados a participar do encontro o cineasta, José Eduardo Belmonte, e os autores Marçal Aquino e Fernando Bonassi. A mediação será de Rodrigo Fonseca.

A MULHER NEGRA NA DIREÇÃO DE CINEMA NO BRASIL
Pensar o cinema brasileiro feito por mulheres negras é considerar uma história de apagamentos. Em um país com uma população de maioria negra, o que explica a invisibilidade de mulheres negras como diretoras e roteiristas? Com o barateamento dos meios de produção e os engajamentos coletivos, quais as possibilidades de criação de outras narrativas a partir de um recorte de gênero e raça? O formato do curta-metragem ainda é o mais acessível? Quais os desafios para a realização de longas? Serão convidadas a participar do encontro as diretoras Ana Julia Travia e Barbara Maria. A mediação será do crítico de cinema, professor e artista Juliano Gomes.

REALISMO E DRAMATURGIA: COMO CONSTRUIR UMA NOVA IMAGEM DA JUVENTUDE PERIFÉRICA?
Nóis por nóis, dirigido por Aly Muritiba e Jandir Santin, traz para o centro da cena os dilemas vividos por jovens da periferia de Curitiba. Entre batalhas de MCs, relações amorosas e uma forte presença da repressão policial, o filme retrata de maneira extremamente realista esse universo social e cultural sem resvalar em preconceitos ou imagens estereotipadas. A presente roda de conversa, que contará com a presença do diretor Jandir Santin e o jovem elenco, pretende discutir as relações entre os processos de criação, desde o roteiro até a direção, e a contribuição criativa dos jovens atores que compõem o elenco do filme. Afinal, como viabilizar uma imagem potente da vida periférica? Serão convidados a participar do encontro o diretor Jandir Santin, o ator Matheus Moura e a atriz Ma Ry. A mediação será da curadora Lila Foster.

SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES
Considerada umas das maiores manifestações do cinema brasileiro em formação, reflexão, exibição, difusão e plataforma de lançamento de produção cinematográfico independente, a Mostra de Cinema de Tiradentes tornou-se referência no segmento audiovisual, oferecendo uma programação gratuita, ampla e diversificada que reúne todas as manifestações da arte, cinema, teatro, música, literatura, patrimônio, dança, artes plásticas e visuais, estabelecendo vínculo com os movimentos sociais, com a sociedade, com a cidade, com estado de Minas Gerais e o Brasil. Confira a programação completa da Mostra aqui

Confira abaixo os dias e horários das atrações:

DIA 19/01:

Sesc Cine Lounge:
20h:
Banda Ramalho
00h00: Performance Musical - Pedro Morais

Rua:
20h30
: Cine Praça até o lado de fora da tenda - intervenção artística – Suaveciclo

DIA 20/01:
Sesc Cine Lounge:

10h às 00h00: Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e música dos VJs Suave, Fabiano e Brayhan
00h00: Performance Audiovisual - Musical - Cabezas Flutuantes

Rua:
16h30:
Cortejo de arte - Concentração na Igreja do Rosário, pela Rua Direita até a Cine BNDES na praça:  
Corte Devassa, Banda Ramalho, Folia de Reis, Congado, Grupo Afro + Grupo de Dança Afro, Bandinha Inconfidentes, Bloco Palhaçada, Associação Blocos de Tiradentes + bloco Treme Terra, Spasso Escola de Circo, Turma do Pipoca, Palhaço Alegria e Corte Devassa na Jardineira
19h30 às 20h20: Cine praça intervenção artística – Suaveciclo

DIA 21/01:
Sesc Cine Lounge:
10h às 00h:
Video Arte -  Coletivo Olho + programação visual e música dos VJs Suave, Fabiano e Brayhan
12h30: Show musical infantil – Cantavento
23h30: Roda de Conversa + Show - Cinema na Música de Sérgio Ricardo

DIA 22/01:
Sesc Cine Lounge:
15h às 00h30:
Video Arte - Coletivo Olho  + programação visual e música do VJ suave e VJ Brayhan
21h15 às 22h15: Roda de conversa - Cinema e Literatura na Multitela
00h00: Show - Dona Jandira

DIA 23/01:
Sesc Cine Lounge:
15h às 00h00:
Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e música dos VJs Suave, Fabiano e Brayhan
21h às 22h15: Roda de Conversa - A mulher negra na direção de cinema no Brasil
00h00: Show - Negras Autoras

DIA 24/01:
Sesc Cine Lounge:
15h às 00h00:
Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e música do VJs Suave, Fabiano e Brayhan
00h00: Show - Nina Becker

DIA 25/01:
Sesc Cine Lounge:
10h às 00h30:
Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e música dos VJs SuaveFabiano e Brayhan
00h30: Show - Felipe Cordeiro

DIA 26/01:
Sesc Cine Lounge:
10h às 00h30:
Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e dos VJs SuaveFabiano e Brayhan
00h30: Performance Audiovisual / Musical - Trivial Trio

RUA:
15h às 15h45 e às 17h às 17h45 -
Cine Praça e ruas de Tiradentes - intervenção artística - Cia do Liquidificador
19h30: Cine BNDES na praça para as ruas: Suaveciclo

DIA 27/01:
Sesc Cine Lounge:
10h às 00h45:
Video Arte - Coletivo Olho + programação visual e música dos VJs SuaveFabiano e Brayhan
11h30 às 12h15: Intervenção artística - Cia do Liquidificador
20h: Roda de Conversa: Realismo e dramaturgia:  como construir uma nova imagem da juventude periférica?
00h45: Performance Audiovisual / Musical  - Sérgio Pererê com Barulhista e Richard Neves

RUA:
14h às 14h45:
Cine BNDES na praça e ruas de Tiradentes - intervenção artística - Cia do Liquidificador
19h30: Cine BNDES na praça - intervenção artística: Oficina de Tagtool com Suaveciclo

Informações para o público: (31) 3270-8100