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Tesouros do Sesc: Fagner Soares Chaves

Descubra a história do jovem que superou as barreiras da deficiência e decidiu desenhar o rumo da própria vida
Publicado em 11/12/2015 às 14:18Atualizado em 11/12/2015 às 14:18

No mês em que se comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (03/12), o último Tesouro do Sesc de 2015 conta a história de superação de Fagner Soares Chaves, deficiente auditivo que encontrou na arte uma maneira de desenhar a sua vida. A data busca ampliar a inclusão das pessoas com qualquer tipo de deficiência e que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), são cerca de 10% da população.

Fagner é brasiliense, mas mora desde 2013 em Paracatu, na divisa entre Minas e Goiás, com a mãe Marisa e os irmãos Iram e Thais, de 21 e 24 anos, respectivamente. Aos quatro anos, ele foi atropelado em Cristalina, cidade em que a família morava a cerca de 130 quilômetros da capital federal. O acidente teve como consequência a perda total da audição do garoto.

Hoje com 29 anos, Fagner não se lembra do acontecimento que mudou a sua vida para sempre. “Ele era só uma criança inocente que não entendia o que estava acontecendo, então chorava muito e, às vezes, ficava agressivo”, conta a mãe Marisa, que trabalha como diarista na cidade. Ela disse que os primeiros meses após o acidente foram difíceis para toda a família, mas, com o tempo, eles aprenderam juntos a superar essa dificuldade. “Tivemos apoio de muitos lugares e pessoas. Sou muito grata pela ajuda que Deus colocou em nossas vidas”, ressalta.

Foi na escola, ainda criança, que ele conheceu a sua maior paixão: a pintura. Correu atrás de cursos para aprender a pintar e, na Casa de Cultura de Paracatu, conheceu um professor com muitas semelhanças. Flávio Alves Costa, também deficiente auditivo, ensinou ao garoto as primeiras pinceladas. “Quando vi do que o instrutor era capaz, pensei: eu também posso, eu também quero ser um artista. Foi então que notei que a minha deficiência não seria um empecilho para realizar o meu sonho”, disse Fagner.

No início de 2015, Flávio começou a trabalhar como instrutor no Sesc Paracatu, e Fagner se matriculou no curso de Artes Visuais: Pintura em Tela da unidade. “Não conhecia o Sesc e vir para cá foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida. As aulas preenchem os meus dias, fiz novos amigos e criei novos objetivos”, ressaltou. Para ele, a pintura é uma maneira de se expressar seus sentimentos e seguir em frente sempre.

Fã dos grandes artistas Vincent van Gogh e Pablo Picasso, Fagner utiliza as técnicas de casario e natureza morta em suas pinturas em telas, tecidos, vidros e paredes. “Poder me expressar por meio da pintura me traz um sentimento de liberdade e felicidade inexplicável”, declarou. O seu tema favorito é a cultura de Paracatu e a sua maior fonte de inspiração é o professor e amigo Flávio. “Ele é, para mim, um exemplo de superação.”

O talento e a vontade de crescer possibilitou a Fagner transformar a sua paixão em fonte de renda. Ele aproveita as exposições e feiras na cidade para vender as suas obras. “No Sesc tenho novas oportunidades a todo instante. Gosto muito de estar aqui aprendendo e fazendo o que mais gosto. Minha vida mudou, mudou para melhor.” Perguntado se queria deixar um recado para os nossos leitores, Fagner respondeu: “nunca, jamais, em hipótese alguma, desista dos seus sonhos”.

Fagner é um dos #tesourosdosesc. Conhece alguém assim? Então nos mande o mapa!

Se você conhece a história de alguém que viveu uma experiência transformadora depois que conheceu o Sesc, conte essa história! Envie texto e foto para tesouros@sescmg.com.br. Sua experiência pode virar mais uma pedra preciosa em nosso baú de tesouros.

 

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