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Tesouros do Sesc: Thais Nascimento Albano Falcão

Depois de vencer o câncer de mama, Thaís ainda precisou lutar contra uma ferida que não cicatrizava.
Publicado em 02/10/2015 às 09:58Atualizado em 28/10/2015 às 14:22

Um efeito colateral comum das cirurgias plásticas, tanto nas reparadoras quanto nas estéticas, são complicações na cicatrização. A recolocação da pele pode afetar a vascularização do sangue, ocasionar queloides e até mesmo necrose. Quando um paciente opta por esse tipo de procedimento, ele avalia as possíveis consequências e decide, junto com o seu médico, se essa é a melhor alternativa.

No caso da fisioterapeuta Thais Nascimento Albano Falcão, de 35 anos, não se tratava de opção, e sim de sobrevivência. No oitavo mês da gestação de seu segundo bebê, ela descobriu um caroço no seio. Acreditando ser um problema com o leite, Thaís seguiu com a gravidez. Teve um parto saudável e amamentou a pequena Clara, sem complicações, até o sexto mês. Desconfiada da persistência do caroço, ela fez exames específicos que revelaram o tumor. Não houve tempo para susto: a quimioterapia começou uma semana após o diagnóstico e a cirurgia que removeu o câncer veio seis meses depois.

O bom humor de Thaís é apenas uma das demonstrações de sua coragem: “meu acordo com Deus era passar por uma cirurgia só”, brinca. Na mesma mesa, ela retirou o tumor e fez uma mamoplastia, para equiparar o tamanho dos seios. Vitoriosa e curada, ela se preparava para restabelecer sua atribulada rotina: ela é associada a uma operadora de planos de saúde, atende clientes em um consultório particular e ainda é professora. “O médico solicitou meu afastamento em maio do ano passado, quando começaram os primeiros exames, mas mesmo assim continuei fazendo alguns atendimentos esporádicos”, confessa. “Não consigo ficar parada!”.

Apesar de todo o otimismo, sua luta ainda não havia acabado. Após a cirurgia, o mamilo - que precisou ser removido e reposicionado – necrosou. A pele morta impedia a cicatrização. Thaís chegou a dar início ao tratamento hiperbárico, mas não teve sucesso. No total, a ferida permaneceu aberta e sem quadro de melhora por três meses. Mesmo no meio deste turbilhão, a fisioterapeuta continuou a se preocupar com sua família, e arrumou tempo para acompanhar a mãe em uma consulta no Sesc Saúde São Francisco. “Fomos levar um ultrassom dela para investigar uma dor abdominal, mas não era nada grave. Essa, aliás, sempre foi uma característica minha, tentar cuidar de todo mundo. Até nisso pude aprender com essa experiência”, reflete. Lá, Thaís foi acolhida e pôde compartilhar seu problema.

“Cheguei ao Sesc cansada. Desde a descoberta da doença, ainda não havia perdido as esperanças e sempre acreditei que tudo daria certo no final. Mas estava começando a me sentir desesperada”. Imediatamente, a gerente da unidade, Ana Beatriz Pinho Barroso, recomendou um serviço exclusivo do Sesc à Thaís: o Centro de Excelência em Tratamento de Feridas (saiba mais logo abaixo).

De fevereiro a abril, o trabalho multidisciplinar da equipe do Sesc, envolvendo a analista de Saúde, Rosalia Rodrigues Pinto, e a coordenadora de Saúde, Gisele Azevedo Beghini Avelar, conseguiu tratar e cicatrizar com sucesso o ferimento de Thaís. “Sou profissional da área, busquei tratamento na rede particular e nunca tinha experimentado o que vivi no Sesc. O que torna o atendimento especial é que eles escutam de verdade como o paciente está se sentindo e pensam na técnica mais adequada. Eles confiaram na minha sensibilidade e adaptaram o tratamento da forma mais confortável para mim”, define. “Fui acolhida em um momento de muito sofrimento. Vocês têm meu eterno agradecimento”. 

O sucesso de casos como o de Thaís e de outras pessoas em situação semelhante foi possível após o termo de cooperação assinado entre o Sesc e a empresa dinamarquesa Coloplast, que possibilitou a implantação do Centro de Referência no Tratamento de Feridas no Sesc Saúde São Francisco. Hoje, a unidade presta mais esse serviço, com a proposta de oferecer um tratamento acolhedor, resolutivo e gratuito aos pacientes portadores de lesões cutâneas.

Thaís é um dos #tesourosdosesc. Conhece alguém assim? Então nos mande o mapa!

Se você conhece a história de alguém que viveu uma experiência transformadora depois que conheceu o Sesc, conte essa história! Envie texto e foto para tesouros@sescmg.com.br. Sua experiência pode virar mais uma pedra preciosa em nosso baú de tesouros.

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